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Mafalda tinha razão. O dia em que paramos de fazer perguntas
Por Marcelo Bevilacqua* Existe um tipo raro de personagem que não envelhece porque continua fazendo as perguntas certas. Mafalda é um deles. Criada por Quino na década de 1960, a menina de cabelos negros e olhar inquieto transformou a curiosidade em sua principal característica. Enquanto os adultos discutiam política, economia, guerras ou comportamento, ela perguntava aquilo que parecia simples demais para ser dito em voz alta. Suas tirinhas raramente ofereciam respostas. O
1 de ago.5 min de leitura


Os mais adaptáveis permanecem. O que Darwin realmente nos ensinou
Por Marcelo Bevilacqua* Mudanças quase nunca são recebidas com entusiasmo. Gostamos da ideia de evoluir, mas preferimos que a transformação aconteça sem alterar aquilo que nos trouxe até aqui. Construímos carreiras, empresas e convicções acreditando que o sucesso de ontem será suficiente para enfrentar os desafios de amanhã. Quando a realidade muda, nossa primeira reação raramente é adaptar. Antes disso, tentamos preservar. Ajustamos pequenos detalhes, insistimos em métodos
27 de jul.4 min de leitura


Quando a venda deixa de ser o fim e o Sucesso do Cliente se torna a estratégia
Por Marcelo Bevilacqua* Existe um comportamento curioso na natureza humana. Dedicamos enorme energia para conquistar aquilo que ainda não possuímos, mas muito menos para preservar aquilo que já conquistamos. Comemoramos a aprovação em um concurso, porém esquecemos que a carreira será construída nos anos seguintes. Celebramos o casamento, embora saibamos que a verdadeira relação começa quando termina a cerimônia. Da mesma forma, empresas investem tempo, dinheiro e talento par
22 de jul.5 min de leitura


O mito de Sísifo e a inteligência executiva: A diferença entre persistir e insistir
Por Marcelo Bevilacqua* Algumas histórias atravessam os séculos porque falam menos sobre o passado do que sobre a natureza humana. Mudam-se os contextos, as tecnologias, as formas de organização social e econômica, mas determinados comportamentos continuam surpreendentemente familiares. O mito de Sísifo pertence a essa categoria. Na mitologia grega, Sísifo era um rei conhecido por sua inteligência, astúcia e capacidade de desafiar limites. Como punição por suas transgressões
22 de jul.5 min de leitura


O Paradoxo de Anita Malfatti. Por que rejeitamos aquilo que dizemos querer?
Por Marcelo Bevilacqua* Em dezembro de 1917, uma jovem artista retornava ao Brasil após um período de estudos na Alemanha e nos Estados Unidos. Sua formação havia sido marcada pelo contato com movimentos artísticos que estavam transformando a forma de representar o mundo. O que ela trouxe na bagagem não eram apenas pinturas. Eram novas formas de olhar. Ao apresentar suas obras em São Paulo, Anita Malfatti encontrou algo diferente da curiosidade que talvez esperasse despertar
22 de jul.4 min de leitura


Não era a patente, era apenas um vaso sanitário
Por Marcelo Bevilacqua* Há expressões que atravessam gerações sem que ninguém se pergunte de onde vieram. Elas se incorporam ao cotidiano com tamanha naturalidade que deixam de despertar qualquer curiosidade. No Sul do Brasil, durante muito tempo, era comum ouvir alguém dizer que iria "à patente". Quem cresceu ouvindo essa expressão dificilmente imaginou que ela carregava uma história curiosa sobre linguagem, indústria e comportamento humano. A origem mais aceita remonta ao
22 de jul.5 min de leitura


O Efeito Peruá: por que algumas pessoas não se transformam quando a mudança chega
Por Marcelo Bevilacqua* Recentemente, durante uma conversa informal, uma tigela de pipoca ocupava discretamente um espaço sobre a mesa. Entre os grãos estourados, alguns permaneciam intactos. Os conhecidos peruás. Ao notar um deles, Dejoar fez uma observação simples: — É curioso. Alguns simplesmente não estouram. Em seguida, completou: — E a mesma coisa acontece com as pessoas. A frase parecia apenas um comentário casual. Daqueles que surgem sem pretensão durante uma convers
22 de jul.4 min de leitura


Entre os "nãos" e a venda, a realidade que as redes sociais não mostram
Por Marcelo Bevilacqua* Durante boa parte da história, aprender vendas significava acompanhar profissionais experientes, observar negociações, ouvir relatos de clientes e compreender, aos poucos, as nuances da atividade comercial. O conhecimento era adquirido na prática, convivendo com quem já havia percorrido aquele caminho. Hoje, para muitas pessoas, o primeiro contato com a profissão acontece pelas redes sociais, e é justamente aí que surge um paradoxo interessante. Nunca
22 de jul.4 min de leitura


O Nó Górdio e o discernimento da inteligência executiva
Por Marcelo Bevilacqua* Há narrativas antigas que atravessam os séculos não porque seus detalhes possam ser integralmente comprovados, mas porque preservam, em sua essência simbólica, uma extraordinária capacidade de explicar dilemas humanos permanentes. O Nó Górdio pertence a essa categoria. A história remonta à antiga Frígia, na atual região central da Turquia, onde a tradição relata que um camponês chamado Górdio teria sido conduzido ao trono após uma profecia que indicav
22 de jul.5 min de leitura


Quando a verdade engana - A manipulação começa antes da mentira
Por Marcelo Bevilacqua* Há um equívoco recorrente no ambiente corporativo que atravessa décadas e metodologias: a crença de que o consumidor decide a partir de variáveis essencialmente racionais, organizadas em torno de preço, qualidade e benefício funcional. Essa premissa alimentou planilhas, pesquisas quantitativas e estratégias orientadas por métricas objetivas. No entanto, quando observamos o comportamento real de compra, as inconsistências saltam aos olhos. Produtos mais
17 de jul.5 min de leitura


Antropologia cognitiva aplicada ao marketing estratégico
Por Marcelo Bevilacqua* Há um equívoco recorrente no ambiente corporativo que atravessa décadas e metodologias: a crença de que o consumidor decide a partir de variáveis essencialmente racionais, organizadas em torno de preço, qualidade e benefício funcional. Essa premissa alimentou planilhas, pesquisas quantitativas e estratégias orientadas por métricas objetivas. No entanto, quando observamos o comportamento real de compra, as inconsistências saltam aos olhos. Produtos mais
12 de mai.5 min de leitura


A Lei de Gérson nas empresas. Quando a vantagem imediata corrói o valor de longo prazo
Por Marcelo Bevilacqua* Existem expressões que atravessam décadas e continuam sendo utilizadas para explicar comportamentos humanos complexos de forma quase intuitiva. No Brasil, uma dessas expressões é conhecida como Lei de Gérson. Embora não seja uma lei formal, a frase se transformou em uma espécie de metáfora cultural para descrever a tendência de buscar vantagem em qualquer situação, mesmo que isso signifique ultrapassar limites éticos ou ignorar consequências coletivas.
11 de mai.5 min de leitura


No caminho, com Maiakóvski: entre perceber o sinal e decidir agir
Por Marcelo Bevilacqua* Alguns poemas não permanecem vivos apenas pela estética. Permanecem porque capturam um padrão humano que se repete ao longo do tempo. Eles atravessam décadas e continuam atuais porque descrevem comportamentos que não mudam com facilidade. O poema “No caminho, com Maiakóvski”, de Eduardo Alves da Costa, pertence a essa categoria. Não é apenas um texto literário. É uma observação precisa sobre a forma como indivíduos e sociedades lidam com sinais que an
8 de mai.5 min de leitura


Nexalista: onde outros veem ações isoladas, ele enxerga soluções integradas
Por Marcelo Bevilacqua* As organizações modernas se orgulham da especialização. Departamentos são estruturados por competência, metas são definidas por área, indicadores são distribuídos de acordo com responsabilidades específicas. Marketing responde por aquisição, comercial por conversão, financeiro por controle de caixa, tecnologia por estabilidade e inovação, operações por entrega. A lógica parece impecável. Cada um cuida do seu escopo. Cada área otimiza suas métricas. Cad
5 de mai.4 min de leitura


RevOps, Integração Sistêmica entre áreas para previsibilidade de crescimento
Por Marcelo Bevilacqua* O conceito de RevOps, ou Revenue Operations, pode ser compreendido como um modelo organizacional que integra de forma sistêmica as áreas responsáveis pela geração, conversão e retenção de receita. Mais do que uma sigla ou uma nova nomenclatura para alinhamento entre departamentos, RevOps representa uma mudança estrutural na forma como a empresa organiza seus fluxos de dados, processos e decisões em torno do crescimento previsível. Nesse contexto, marke
1 de mai.6 min de leitura


Dados não contam histórias sozinhos. Alguém precisa organizá-los.
Por Marcelo Bevilacqua* Vivemos em um momento curioso na história das organizações. Nunca houve tanta capacidade de coleta de dados, e ao mesmo tempo nunca foi tão comum encontrar empresas que tomam decisões com pouca clareza estratégica. Sistemas registram interações, plataformas de marketing monitoram comportamento, ferramentas de análise geram indicadores em tempo real e CRMs acumulam históricos de relacionamento com clientes. A infraestrutura tecnológica evoluiu de forma
23 de mar.6 min de leitura


Decisões estratégicas exigem algo que o currículo não mostra
Por Marcelo Bevilacqua* Durante décadas, o mercado corporativo se apoiou em indicadores objetivos para definir quem está apto a decidir: formação acadêmica, tempo de carreira, cargos ocupados, resultados entregues. Tudo isso importa, sem dúvida. Mas há um ponto cego recorrente nesse modelo de avaliação, e ele costuma se revelar justamente nos momentos mais críticos: quando decisões estratégicas precisam ser tomadas. O currículo mostra o que alguém fez. Não mostra, necessariam
3 de mar.4 min de leitura


Microgerenciamento: limitador operacional ou estratégia de gestão?
Por Marcelo Bevilacqua* Em muitos ambientes corporativos, o microgerenciamento não é visto como um problema. Pelo contrário, costuma ser defendido como disciplina, proximidade, rigor e cuidado com a entrega. Há gestores que o praticam convencidos de que estão protegendo a empresa de falhas, retrabalho e perda de qualidade. Há equipes que, inclusive, sentem certo alívio quando tudo está claramente orientado, revisado e supervisionado. Diante disso, a pergunta não pode ser sim
28 de fev.5 min de leitura


A espiral da morte não começa na crise, começa na gestão
Por Marcelo Bevilacqua* Existe um equívoco confortável e perigosamente comum no discurso corporativo: o de que empresas quebram por causa de crises. Crise econômica, crise setorial, crise tecnológica, crise política. A narrativa é sedutora porque desloca a responsabilidade para fora da organização. Imagem ilustrativa. Mas, na prática, a chamada “espiral da morte” raramente começa quando o mercado aperta. Ela começa muito antes, silenciosa, em decisões de gestão que parecem r
25 de fev.4 min de leitura


O consumo uberizado e a ilusão do controle total de compra do consumidor
Por Marcelo Bevilacqua* A consolidação dos modelos de consumo uberizados alterou silenciosamente a forma como as pessoas se relacionam com produtos, serviços e decisões de compra. Em poucos cliques, o consumidor escolhe, compara, personaliza, acompanha e avalia. Tudo acontece em tempo quase real, com respostas imediatas e uma experiência desenhada para transmitir eficiência e autonomia. Esse arranjo cria uma sensação poderosa de controle total, como se o consumidor estivesse
23 de fev.4 min de leitura
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