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Antropologia cognitiva aplicada ao marketing estratégico
Por Marcelo Bevilacqua* Há um equívoco recorrente no ambiente corporativo que atravessa décadas e metodologias: a crença de que o consumidor decide a partir de variáveis essencialmente racionais, organizadas em torno de preço, qualidade e benefício funcional. Essa premissa alimentou planilhas, pesquisas quantitativas e estratégias orientadas por métricas objetivas. No entanto, quando observamos o comportamento real de compra, as inconsistências saltam aos olhos. Produtos mais
12 de mai.5 min de leitura


A Lei de Gérson nas empresas. Quando a vantagem imediata corrói o valor de longo prazo
Por Marcelo Bevilacqua* Existem expressões que atravessam décadas e continuam sendo utilizadas para explicar comportamentos humanos complexos de forma quase intuitiva. No Brasil, uma dessas expressões é conhecida como Lei de Gérson. Embora não seja uma lei formal, a frase se transformou em uma espécie de metáfora cultural para descrever a tendência de buscar vantagem em qualquer situação, mesmo que isso signifique ultrapassar limites éticos ou ignorar consequências coletivas.
11 de mai.5 min de leitura


No caminho, com Maiakóvski: entre perceber o sinal e decidir agir
Por Marcelo Bevilacqua* Alguns poemas não permanecem vivos apenas pela estética. Permanecem porque capturam um padrão humano que se repete ao longo do tempo. Eles atravessam décadas e continuam atuais porque descrevem comportamentos que não mudam com facilidade. O poema “No caminho, com Maiakóvski”, de Eduardo Alves da Costa, pertence a essa categoria. Não é apenas um texto literário. É uma observação precisa sobre a forma como indivíduos e sociedades lidam com sinais que an
8 de mai.5 min de leitura


Nexalista: onde outros veem ações isoladas, ele enxerga soluções integradas
Por Marcelo Bevilacqua* As organizações modernas se orgulham da especialização. Departamentos são estruturados por competência, metas são definidas por área, indicadores são distribuídos de acordo com responsabilidades específicas. Marketing responde por aquisição, comercial por conversão, financeiro por controle de caixa, tecnologia por estabilidade e inovação, operações por entrega. A lógica parece impecável. Cada um cuida do seu escopo. Cada área otimiza suas métricas. Cad
5 de mai.4 min de leitura


RevOps, Integração Sistêmica entre áreas para previsibilidade de crescimento
Por Marcelo Bevilacqua* O conceito de RevOps, ou Revenue Operations, pode ser compreendido como um modelo organizacional que integra de forma sistêmica as áreas responsáveis pela geração, conversão e retenção de receita. Mais do que uma sigla ou uma nova nomenclatura para alinhamento entre departamentos, RevOps representa uma mudança estrutural na forma como a empresa organiza seus fluxos de dados, processos e decisões em torno do crescimento previsível. Nesse contexto, marke
1 de mai.6 min de leitura


Dados não contam histórias sozinhos. Alguém precisa organizá-los.
Por Marcelo Bevilacqua* Vivemos em um momento curioso na história das organizações. Nunca houve tanta capacidade de coleta de dados, e ao mesmo tempo nunca foi tão comum encontrar empresas que tomam decisões com pouca clareza estratégica. Sistemas registram interações, plataformas de marketing monitoram comportamento, ferramentas de análise geram indicadores em tempo real e CRMs acumulam históricos de relacionamento com clientes. A infraestrutura tecnológica evoluiu de forma
23 de mar.6 min de leitura


Decisões estratégicas exigem algo que o currículo não mostra
Por Marcelo Bevilacqua* Durante décadas, o mercado corporativo se apoiou em indicadores objetivos para definir quem está apto a decidir: formação acadêmica, tempo de carreira, cargos ocupados, resultados entregues. Tudo isso importa, sem dúvida. Mas há um ponto cego recorrente nesse modelo de avaliação, e ele costuma se revelar justamente nos momentos mais críticos: quando decisões estratégicas precisam ser tomadas. O currículo mostra o que alguém fez. Não mostra, necessariam
3 de mar.4 min de leitura


Microgerenciamento: limitador operacional ou estratégia de gestão?
Por Marcelo Bevilacqua* Em muitos ambientes corporativos, o microgerenciamento não é visto como um problema. Pelo contrário, costuma ser defendido como disciplina, proximidade, rigor e cuidado com a entrega. Há gestores que o praticam convencidos de que estão protegendo a empresa de falhas, retrabalho e perda de qualidade. Há equipes que, inclusive, sentem certo alívio quando tudo está claramente orientado, revisado e supervisionado. Diante disso, a pergunta não pode ser sim
28 de fev.5 min de leitura


A espiral da morte não começa na crise, começa na gestão
Por Marcelo Bevilacqua* Existe um equívoco confortável e perigosamente comum no discurso corporativo: o de que empresas quebram por causa de crises. Crise econômica, crise setorial, crise tecnológica, crise política. A narrativa é sedutora porque desloca a responsabilidade para fora da organização. Imagem ilustrativa. Mas, na prática, a chamada “espiral da morte” raramente começa quando o mercado aperta. Ela começa muito antes, silenciosa, em decisões de gestão que parecem r
25 de fev.4 min de leitura


O consumo uberizado e a ilusão do controle total de compra do consumidor
Por Marcelo Bevilacqua* A consolidação dos modelos de consumo uberizados alterou silenciosamente a forma como as pessoas se relacionam com produtos, serviços e decisões de compra. Em poucos cliques, o consumidor escolhe, compara, personaliza, acompanha e avalia. Tudo acontece em tempo quase real, com respostas imediatas e uma experiência desenhada para transmitir eficiência e autonomia. Esse arranjo cria uma sensação poderosa de controle total, como se o consumidor estivesse
23 de fev.4 min de leitura


Quem compra luxo não paga mais caro, escolhe pertencer
Por Marcelo Bevilacqua* O que torna um produto “luxo”? Para muitos, a resposta pode parecer simples: um preço elevado. Mas, à medida que evoluímos social e economicamente, ficou claro que o luxo vai muito além do número na etiqueta. No Brasil e no mundo, consumimos menos preço e mais significado . Luxo é sobre identidade, história, experiência e conexão emocional — é sobre o que o produto representa e não apenas o que ele custa. Luxo nunca foi apenas sobre dinheiro. Em dife
2 de fev.5 min de leitura


A Quarta Revolução Industrial e os novos desafios da competitividade empresarial
Por Marcelo Bevilacqua* Ao longo da história, as revoluções industriais redefiniram profundamente a forma como as sociedades produzem, trabalham e competem. Cada uma delas marcou um ponto de inflexão econômico e tecnológico, alterando estruturas produtivas, modelos de negócio e relações de poder. A Quarta Revolução Industrial insere-se nessa mesma lógica histórica, mas com uma característica singular: a convergência acelerada entre tecnologias digitais, físicas e biológicas,
24 de jan.4 min de leitura


Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: o custo da falta de gestão de risco e planejamento
Por Marcelo Bevilacqua* No começo do século XX, o Brasil vivia uma febre de progresso. A Amazônia produzia quase toda a borracha do mundo, o que atraía investidores, diplomatas e engenheiros dos quatro cantos. Era tempo de grandes obras, de tecnologia avançando a passos largos, de acreditar que bastava ter vontade pra vencer qualquer obstáculo. Foi nesse cenário que nasceu a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, uma ferrovia que ligaria o interior da Amazônia aos portos de export
19 de nov. de 20255 min de leitura


O Paradoxo Do Caminhão: O “Fenemê” E A Metáfora Da Liderança Que Ainda Resiste Ao Tempo
Por Marcelo Bevilacqua* A história da Fábrica Nacional de Motores (FNM) é uma das passagens mais emblemáticas da industrialização brasileira. Criada em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, a FNM nasceu como um símbolo do esforço nacional pela independência tecnológica e industrial. Inicialmente voltada à produção de motores aeronáuticos, a empresa passou a fabricar caminhões pesados no pós-guerra, tornando-se o primeiro grande produtor nacional de veículos de carga, um íco
6 de nov. de 20255 min de leitura


A Armadilha dos KPIS: O Impacto de Métricas Desalhinhadas na Tomada de Decisão
Por Marcelo Bevilacqua* Em muitas organizações, os KPIs tornaram-se uma espécie de bússola corporativa. São eles que orientam decisões, justificam investimentos e definem o desempenho de equipes. Mas, em meio a dashboards sofisticados e relatórios visualmente impecáveis, há um risco silencioso: o de confundir movimento com progresso. Quando as métricas perdem conexão com a estratégia, elas deixam de ser instrumentos de gestão e passam a ser distrações bem formatadas. A fras
23 de out. de 20254 min de leitura


Psicologia do consumidor, como as emoções influenciam nossas escolhas?
Por Marcelo Bevilacqua* Comprar algo parece uma decisão simples e racional, mas, na verdade, nossas emoções desempenham um papel...
8 de out. de 20254 min de leitura


O Legado da Geração X, como essa geração ainda impacta o mundo
Por Marcelo Bevilacqua* Nasci em uma época em que o mundo estava em constante transformação. Cresci cercado por pessoas da Geração X,...
8 de out. de 20254 min de leitura


O que podemos aprender com as fábulas de La Fontaine no meio corporativo
Por Marcelo Bevilacqua* Jean de La Fontaine nasceu em 8 de julho de 1621, na cidade de Château-Thierry, França. La Fontaine estudou em...
11 de jun. de 20243 min de leitura


Pertencimento Corporativo: Estratégias e Impacto no Processo Organizacional
Por Marcelo Bevilacqua* O conceito de pertencimento corporativo refere-se ao sentimento de inclusão e aceitação dos colaboradores dentro...
4 de jun. de 20244 min de leitura


Marketing - Estratégias, desafios e oportunidades na jornada do cliente
A jornada do cliente é um conceito essencial para qualquer empresa que deseja compreender e otimizar a experiência dos seus consumidores.
4 de jun. de 20244 min de leitura
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