Inteligência emocional: o diferencial da era pós-pandemia

Por Luis Pissaia*


As emoções humanas são foco de inúmeros estudos e construções históricas permeadas de suposições e até preconceitos quando se trata de algumas síndromes. O bem-estar emocional foi listado como uma das práticas necessárias para a sobrevivência humana durante o século XX no acirrar da sociedade capitalista.


Foto: Banco de imagens

E, na virada do século XXI foi profetizado que a depressão seria o mal dos novos tempos, informação comprovada em pesquisas realizadas nas últimas décadas, principalmente pelo aumento no uso de medicações controladas. Além da depressão, alguns termos e sentimentos se tornaram frequentes, como a ansiedade, estresse e Burnout.


Nesse contexto chegamos ao ano de 2020, ápice do desenvolvimento tecnológico da humanidade e vivenciando uma pandemia global que ninguém poderia imaginar, com impacto direto no bem-estar da população, influenciando não somente a saúde, mas a economia da sociedade. Neste quesito, muito se discute sobre o bem-estar emocional da população, levando em consideração o impacto das mudanças sociais e econômicas enfrentadas e ainda pensando na era pós-pandemia, momento permeado de incertezas e que demanda de inteligência emocional.


A inteligência emocional é uma linha conceitual oriunda da área da psicologia e que busca desenvolver a habilidade do indivíduo em conhecer suas emoções e sentimentos em consonância com uma estrutura vital plena. Em suma, é compreender o potencial que a habilidade desempenha nos âmbitos pessoal e profissional.

Por ser considerada uma habilidade humana, o seu desenvolvimento depende de vivências que possibilitem o autoconhecimento por meio da experimentação e interação social com outras pessoas, reconhecendo assim as potencialidades desses meios. O despertar do meio individual e coletivo transparece o equilíbrio necessário para a articulação da inteligência emocional como critério de crescimento.


O uso da inteligência emocional como estratégia de desenvolvimento pessoal e profissional é difundida em diversas obras, possuindo destaque as do psicólogo norte-americano Daniel Goleman. Para Goleman, o desenvolvimento desta habilidade proporciona a melhor compreensão sobre o indivíduo e o meio em que o mesmo está inserido, bem como as interações que o cercam no ambiente.


Uma das questões principais é observar e analisar as atitudes diárias, pois o comportamento revela algumas oportunidades de mudança nos padrões de postura e relacionamento com o mundo. Compreendendo o seu próprio comportamento, é possível dominar as emoções, combatendo a impulsividade e mantendo o autocontrole frente às situações adversas que surgem no cotidiano.


Outro ponto a ser trabalhado é a postura frente às emoções negativas, dominando a fonte da instabilidade emocional para controlar as ações e pensamentos de maneira eficaz e sem perdas no equilíbrio. O ponto de equilíbrio confere aquilo que Goleman incentiva como autoconfiança, necessária para superar as dificuldades e impulsionar a consciência sobre as qualidades individuais.


Nesse cenário, o indivíduo está capacitado para lidar com as pressões do cotidiano, principalmente aquelas relacionadas à ansiedade extrema e a dificuldade de expressar a opinião própria. A inteligência emocional infere ainda sobre certo grau de empatia e resiliência perante o ambiente coletivo, destacando as ações pensadas e articuladas a partir da consciência efetiva dos objetivos.


E, caro leitor, a grande chave da inteligência emocional é o autoconhecimento sobre os limites. Conhecer os limites não define o indivíduo como incapaz, e sim, que esteja capacitado para impulsionar as suas qualidades perante o meio.


Dessa forma, ao colocar em práticas algumas das questões abordadas nesse texto é possível potencializar o desenvolvimento da inteligência emocional como ferramenta pessoal e profissional na era pós-pandemia. Ao pensarmos sobre as incertezas que cercam a sociedade, o indivíduo que possui a consciência emocional sobre si é alavancado dos demais em função do foco, estabilidade e relacionamento perante o meio em que está inserido.


Sobre o autor - *Enf. Me. Luís Felipe Pissaia  - COREN/RS 498541

Mestre e Doutorando em Ensino

Especialista em Gestão e Auditoria em Serviços da Saúde

Docente Universidade do Vale do Taquari - Univates 

Enfermeiro de Rel. Empresariais - Marketing e Relacionamento Unimed VTRP

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