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Hair Tempple anuncia novo modelo de negócio e cria mercado de second hand para cabelos

há 3 horas
3 min de leitura

Projeto transforma extensões capilares já utilizadas em novas oportunidades de consumo, com avaliação técnica, higienização e revenda

Foto: Gabi Lazzarini /Divulgação Hair Tempple
Foto: Gabi Lazzarini /Divulgação Hair Tempple

O mega hair que já não atende mais às necessidades da consumidora pode ganhar uma nova história. É com essa proposta que o Hair Tempple, salão especializado em extensões capilares de Porto Alegre, construiu um serviço de second hand de cabelos, voltado à avaliação, higienização e revenda dos fios humanos que já foram utilizados, mas que ainda apresentam condições para novas aplicações.


A iniciativa surgiu da própria rotina do salão. Segundo as irmãs, hairstylists e sócias, Jerusa Nowitski e Valesca Nowitski, que comandam o negócio, muitas clientes manifestaram interesse em trocar as extensões, mas hesitavam diante da possibilidade de deixar o cabelo anterior sem utilização. “É um material caro e que, muitas vezes, ainda pode ser aproveitado.


Sócias da Hair Tempple Jerusa Nowitski e Valesca Nowitski.
Sócias da Hair Tempple Jerusa Nowitski e Valesca Nowitski.

A cliente quer trocar, mudar a cor ou buscar outro resultado, mas fica pensando no que fará com o cabelo que já tem. A ideia do second hand surgiu justamente para criar uma nova possibilidade para esse material”, explica Jerusa.


Nesse primeiro momento, os cabelos serão recebidos em sistema de consignação. A proprietária apresenta o material, informa quanto deseja receber e o salão realiza uma avaliação para entender se há condições técnicas e comerciais para a revenda. Entre os aspectos analisados estão o comprimento, a quantidade, a cor, o estado de conservação, a presença de processos químicos e as possibilidades de nova aplicação.


“Existe também uma questão emocional. Às vezes, a pessoa investiu muito naquele cabelo e ainda usa esse valor como referência. Mas precisamos avaliar o estado atual, a procura por aquela cor, o comprimento e para quais finalidades ele ainda pode ser indicado”, afirma Valesca.

de aprovado, o material passa por higienização e, quando necessário, por tratamentos ou pequenos ajustes para recuperar sua apresentação. A intenção é organizar um estoque com cabelos disponíveis para diferentes perfis de consumidoras.


A operação ainda está em fase inicial, e os parâmetros comerciais poderão ser ajustados de acordo com a procura e o comportamento das clientes.


Novos usos para as extensões


Os cabelos disponíveis no second hand poderão ser utilizados em aplicações completas, aumento de volume, combinação com faixas novas, apliques removíveis e penteados para ocasiões especiais.


A proposta permite que a consumidora encontre uma solução de acordo com sua necessidade e sem precisar, necessariamente, investir em um conjunto totalmente novo. “Às vezes, uma faixa ou uma pequena quantidade já resolve a necessidade e prolonga o uso do cabelo que a cliente já tem”, explica Jerusa Nowitski.


Economia circular na beleza


O projeto leva para o mercado de extensões capilares uma lógica já presente na revenda de roupas e acessórios. Em vez de permanecer guardado ou ser descartado, um cabelo em boas condições pode ganhar uma nova utilização e atender outra cliente. Além de ampliar a vida útil do material, a iniciativa pode tornar o acesso às extensões mais viável para quem deseja aumentar o volume, experimentar um aplique ou utilizar o cabelo apenas em ocasiões específicas, como festas e eventos A avaliação técnica e a transparência serão fundamentais durante o processo. “Um cabelo novo e um cabelo que já foi utilizado possuem características diferentes.


A cliente precisa saber o que está comprando e para qual finalidade aquele material é indicado”, afirma Valesca Nowitski. Novo nicho no mercado Com o lançamento, o espaço contribui para a economia circular dentro do setor de beleza. “Estamos criando uma alternativa para uma situação que já existia no salão. Quando o cabelo ainda tem condições de uso, faz sentido que ele possa ganhar uma nova história”, conclui Jerusa.


Fonte: Assessoria de Imprensa



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Lizi Ricco

Lizi Ricco é jornalista e assessora de comunicação.

Apaixonada por redação, marketing, arte, cultura e projetos que contemplam inovação.

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