Ah felicidade... Por Vanessa Campos

Quem acompanha meu trabalho sabe que aprendo muito na interação com as pessoas. Além das atividades clínicas, onde atendo meus pacientes, realizo palestras e treinamentos em empresas. Aprendi muito com essa prática, pois se tem pouco tempo para poder passar algum conhecimento, questionamento ou o que seja. Um dos assuntos que abordo é sobre qualidade de vida. Então resolvi falar sobre isso com vocês hoje.


Um dos temas discutidos é: felicidade. Meu Deus! Tema subjetivo. As pessoas buscam... buscam ela incansavelmente. E diria até para vocês de forma equivocada. Queria que vocês parassem agora e pensassem brevemente o que é felicidade para ti? O que te deixa feliz? Tu é feliz? No teu dia, na tua semana foi feliz? No mês? Na vida?


Eu afirmo com 100% de certeza que todos nós somos felizes. Sei que vários de vocês vão discordar de mim, mas logo irei provar minha teoria. Primeiro vamos definir felicidade. Do dicionário: “é o estado de quem é feliz, uma sensação de bem estar e contentamento, pode ocorrer por diversos motivos... um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento”. Dito isso sigo a reflexão... Felicidade é um carro novo? Uma cobertura num bairro elegante? Uma viagem num lugar maravilhoso. Não! Felicidade é muito mais que isso! É um momento.


Um momento que, às vezes, de tão singelo e pequeno não notamos que estamos sendo felizes. É acordar sentindo o pé do outro na cama bem quentinho, é ter preguiça, é ver um lindo sorriso. É chocolate, uma colherada de doce de leite (hehehe). É sentir o calor do amor, é um café quente e amargo. Um abraço apertado e um beijo molhado. Nossa poderia descrever mil momentos de felicidade para vocês, confesso que quase o fiz porque me deixa feliz lembrar. A grande questão é que idealizamos tanto a felicidade e a colocamos tão distante que não nos damos conta de que somos felizes todos os dias. São micro momentos de contentamento. Mini situações que enchem a alma de cada um de alegria. Que se somarmos tudo nos daremos conta que somos mais felizes do que somos.


E o carro? O apartamento? A viagem? Continuam ali nos trazendo uma satisfação enorme... de felicidade. Como todos sabem vivo de amor, satisfação e prazer. É o que me alimenta. O que me faz acordar, dormir, trabalhar. Quando não amo fico triste, perco o brilho. E amor é algo tão amplo e particular. Amo diversas coisas, momentos e pessoas. Juro a vocês que tem dias quando vou tomar um café que minha vontade é tão grande que degusto como se realmente aquele café fosse ser o último da minha vida. É um prazer tão grande... um contentamento que posso descrever como um momento micro de felicidade. Onde só existe eu e aquele café!


E os macros momentos? Aquelas situações da vida de cada um que marcam. Situações que não sabemos nem ao certo como descrevê-las de tão impactantes que são. Lembro claramente eu com meus 8-9 anos de idade no dia do Natal (naquela época amava o Natal, hoje nem tanto assim- assunto para outro dia) quando meu falecido avô- um dos amores da minha vida- veio ao meu encontro com sorriso largo com a minha bicicleta com cestinha – achei que ia “explodir” de tanta felicidade- que não cabia em mim! A felicidade está ali guardinha. A sete chaves- num lugar precioso.


E não poderia terminar essa coluna sem dizer do momento mais feliz da minha vida. Estou certa que foi esse. Não existe dia que não me emocione ao lembrar do dia 14 de julho de 2005- uma sexta fria onde conheci a pessoa que me traria mais momentos de alegria e felicidade do mundo.


A pessoa que faz com que eu me esforce por um mundo melhor, que corrija meus erros, que evolua como pessoa: minha filha. Posso dizer que foi um encontro de almas puro e verdadeiro. Depois que ela saiu do meu ventre e a colocaram os meus braços entendi tudo! Entendi o que é amor, o que é felicidade. Compreendi o motivo de minha existência. Me senti a pessoa mais forte e especial do universo! Sabem o que é mais lindo de tudo isso? Que se passaram 13 anos e me lembro como se fosse hoje desse dia. Sei todos os mínimos detalhes de tudo. Do que senti, da cor que ela tinha. Do peso do corpo dela sobre o meu. De quando ela mamou a primeira vez e pude nutrir minha filha com amor e proteção.


Nossa! Então espero que vocês possam concordar comigo que são felizes sim! Temos momentos delicados, desesperadores, que temos medo, sentimos desesperança? Sempre. Mas passa! A cada dia o sol se vai e no outro dia vem renovado cheio de esperança por algo melhor. Tudo tem um ciclo... tudo se renova !


Um beijo grande!

Vanessa Campos - Psicóloga

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