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MUT Brasil 2026 transforma final nacional em plataforma de cultura, formação, audiovisual e economia criativa em Porto Alegre

há 3 horas
10 min de leitura

Com final marcada para 29 de setembro, no Teatro Unisinos, projeto amplia atuação para além do concurso de beleza e reúne série documental, formação gratuita, moda, arte, diversidade cultural, cidadania, desenvolvimento humano e oportunidades para artistas e comunidades


Na foto da esquerda para direita: Luanna Isabelly (Miss Universe Trans 2023, Beatrice Bento (Miss Universe Trans Brasil 2024), Stephany Fonttine (Miss Universe Trans Brasil 2025), Kamilly Bitencourt (Miss Curvy Universe Trans Brasil 2025) e Alê Primo (Miss Universe Trans Brasil 2025 categoria ladies). Foto: Mateus Ahlert.
Na foto da esquerda para direita: Luanna Isabelly (Miss Universe Trans 2023, Beatrice Bento (Miss Universe Trans Brasil 2024), Stephany Fonttine (Miss Universe Trans Brasil 2025), Kamilly Bitencourt (Miss Curvy Universe Trans Brasil 2025) e Alê Primo (Miss Universe Trans Brasil 2025 categoria ladies). Foto: Mateus Ahlert.

Porto Alegre, setembro de 2026 — A escolha da Miss Universe Trans Brasil 2026 será o ponto culminante de uma programação que amplia o significado de uma final nacional. No dia 29 de setembro, o Teatro Unisinos, em Porto Alegre, recebe uma noite que reunirá moda, cultura, audiovisual, formação, entretenimento, diversidade, representatividade e impacto social, dando visibilidade não apenas às candidatas, mas também a artistas, profissionais da indústria criativa, coletivos e diferentes narrativas que integram o ecossistema do MUT Brasil.


A edição marca uma nova etapa de consolidação do projeto. Criado a partir do Miss Universe Trans Brasil, o MUT Brasil vem ampliando sua atuação para conectar representatividade, formação, produção cultural, desenvolvimento humano, audiovisual, moda, comunicação, cidadania e economia criativa. A proposta parte da compreensão de que ocupar espaços é fundamental, mas que a transformação também depende da criação de condições para que diferentes pessoas possam se reconhecer nesses espaços, desenvolver habilidades, construir repertório, ampliar redes e transformar experiências em possibilidades concretas de futuro.


Na edição 2026, essa visão ganha forma por meio de diferentes iniciativas articuladas antes, durante e depois da final nacional. Além da eleição da nova Miss Universe Trans Brasil, a programação envolve série documental em formato de reality, Anuário MUT Brasil 2026, exposição, Escola Artística MUT Brasil, Mostras Culturais dos Territórios, ações formativas, apresentações artísticas e culturais, moda, experiências em Porto Alegre e oportunidades para novos talentos.


Da passarela para um ecossistema de oportunidades


A expansão do MUT Brasil parte de uma premissa: representatividade amplia seu impacto quando está associada a acesso, formação e continuidade. A plataforma vem desenvolvendo iniciativas que conectam pessoas e territórios a diferentes etapas da cadeia criativa — da experimentação artística à formação, da construção de portfólio à circulação cultural, da comunicação à ocupação de espaços.


Ao longo da preparação da edição 2026, ações realizadas nos territórios reuniram artistas, coletivos, agentes culturais, diferentes identidades, gerações e linguagens em espaços de convivência, escuta, formação e intercâmbio. Música, dança, cultura popular, arte drag, hip-hop, capoeira, performance e outras manifestações puderam coexistir sem que suas identidades fossem uniformizadas.


O princípio é reconhecer que a cultura já acontece diariamente nas comunidades. Em muitos casos, o desafio está em ampliar o acesso a orientação, formação, redes, estrutura de projetos, comunicação e oportunidades de circulação. Uma apresentação pode se transformar em portfólio. Uma ideia pode originar um projeto. Um grupo pode se estruturar como coletivo.


Uma liderança local pode criar novas iniciativas. E a articulação entre cultura, conhecimento, empreendedorismo e comunicação pode fortalecer cadeias produtivas e ampliar a participação de novos agentes na economia criativa.


É nessa perspectiva que o MUT Brasil passa a atuar como uma plataforma de conexão entre diversidade cultural, diversidade de gênero, formação, produção, visibilidade e desenvolvimento social.


Série documental acompanha a jornada até a coroa


Uma das principais inovações da edição 2026 será a produção de uma série documental em formato de reality, gravada entre os dias 26 e 29 de setembro, acompanhando a jornada das candidatas até a grande final.


Parte central das gravações acontecerá em um espaço especialmente projetado pela Ambientallize, que desenvolverá a ambientação e a cenografia da experiência audiovisual. As câmeras acompanharão chegada, convivência, preparação, atividades, experiências, desenvolvimento das participantes e bastidores, culminando na escolha da Miss Universe Trans Brasil 2026, no palco do Teatro Unisinos.


Mais do que registrar uma competição, a produção pretende revelar as pessoas por trás das faixas e da coroa: suas trajetórias, identidades, diferenças, expectativas, desafios, sonhos e processos de transformação. A proposta amplia a experiência do evento para o audiovisual e cria uma nova janela de comunicação para participantes, artistas, profissionais e iniciativas que integram o projeto.


O lançamento está previsto para 29 de outubro de 2026, no canal da plataforma no YouTube. A direção geral será compartilhada por Hylka Maria e Rodrigo Castelhano, profissionais com trajetórias ligadas ao audiovisual. Atriz e apresentadora, Hylka Maria iniciou sua carreira ainda criança e construiu trajetória em televisão, cinema e teatro. Entre seus trabalhos estão produções como Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, Verdades Secretas, Os Dez Mandamentos, A Força do Querer, Jezabel, Gênesis, Reis e a produção latino-americana BIA.


A artista também estudou artes cênicas no México, reunindo experiências em diferentes linguagens e mercados audiovisuais.


Rodrigo Castelhano atua como diretor e produtor, com trabalho relacionado à produção audiovisual e à formação de atores. Entre os projetos associados à sua trajetória estão Meu Pai é Figurante, Pura Ficção e a codireção de Eu Odeio o Orkut, além de atividades voltadas à preparação e formação para interpretação no cinema e na televisão.


Vagner Oliveira será o apresentador da série documental e também estará à frente da apresentação da grande final nacional, estabelecendo uma conexão entre a experiência audiovisual e o palco do Teatro Unisinos. Isabelle Stolls amplia trajetória e estreia no audiovisual


A edição também terá participação especial da influenciadora Isabelle Stolls, que inicia uma nova etapa profissional no audiovisual. Sua participação integra o trabalho de desenvolvimento artístico realizado pelo MUT Brasil, que prepara Isabelle para ampliar sua atuação como atriz e modelo, aproximando sua presença e experiência no ambiente digital de novas linguagens profissionais.


Como representante de uma nova geração e embaixadora ligada à juventude trans dentro da plataforma, Isabelle também passa a ocupar um espaço de comunicação com jovens que buscam referências, possibilidades profissionais e reconhecimento de suas identidades. Sua estreia reforça um dos objetivos do MUT Brasil: utilizar as próprias produções da plataforma não apenas como instrumentos de visibilidade, mas também como espaços para construção de repertório, experiência e desenvolvimento de carreira.


Formação, cidadania, direitos humanos e novas lideranças


Durante o período de programação, as candidatas participarão de atividades formativas relacionadas a direitos humanos, cidadania, liderança, desenvolvimento pessoal, comunicação, autoconhecimento e ocupação de espaços. A agenda também prevê experiências culturais e turísticas em Porto Alegre, incluindo passeio no Barco Cisne Branco, integrado à programação e a apresentações artísticas. A proposta é fazer com que a passagem das representantes pela capital gaúcha ultrapasse a preparação estética para o concurso e se transforme em uma experiência de convivência, formação, cultura e conhecimento. Artistas locais também participarão de diferentes momentos, ampliando a circulação de talentos e aproximando o evento da produção cultural do Rio Grande do Sul.


Ambientallize transforma cenografia em parte da narrativa


A cenografia também passa a ocupar papel estratégico na construção visual da edição 2026. A Ambientallize assinará os cenários da série documental e da noite da grande final no Teatro Unisinos, criando ambientes concebidos para integrar entretenimento, experiência e linguagem audiovisual. Fundada em 2013, a empresa gaúcha atua com mobiliário, decoração e desenvolvimento de cenários personalizados para eventos sociais e corporativos, com estrutura própria em Porto Alegre.


No reality, a Ambientallize será responsável pela construção do espaço que receberá parte da convivência e das gravações realizadas entre 26 e 29 de setembro, fazendo da ambientação um componente da identidade visual da produção. A parceria aproxima cenografia, audiovisual, cultura e entretenimento e busca oferecer uma experiência diferenciada tanto às participantes quanto ao público da grande final.


Anuário MUT Brasil transforma moda em memória


Outra estreia da edição será o Anuário MUT Brasil 2026, que terá lançamento oficial durante a final nacional, acompanhado de exposição. O projeto mobilizou profissionais e equipes criativas, incluindo fotógrafos, produtores de moda, figurinistas, maquiadores, cabeleireiros e outros profissionais, para desenvolver editoriais inspirados nas trajetórias de misses que marcaram diferentes momentos do projeto.


No anuário, a moda deixa de funcionar apenas como recurso estético e passa a ser utilizada como linguagem narrativa. Cada editorial parte de histórias, identidades e experiências para construir conceitos visuais próprios, aproximando memória, fotografia, moda, identidade e storytelling.


O resultado busca preservar parte da trajetória do MUT Brasil e, simultaneamente, movimentar uma cadeia de profissionais da indústria criativa, criando uma produção editorial capaz de permanecer como registro da edição.


Arte drag e artistas trans ocupam o Teatro Unisinos


A diversidade artística será uma das protagonistas da grande final. A artista Suzzy B assume a coordenação do espaço dedicado à arte drag e às performances de artistas trans durante a programação no Teatro Unisinos. Com trajetória construída nos palcos da noite e no cenário drag de Porto Alegre, Suzzy B levou em 2026 ao teatro o espetáculo autoral O Circo Mágico da Suzzy B, realizado pelo Coletivo Drag POA na Casa de Cultura Mario Quintana, reunindo artistas em uma produção que aproxima a linguagem drag das artes cênicas.


No MUT Brasil, essa experiência contribuirá para construir um espaço em que artistas drag e mulheres trans ocupem o palco também como produtoras de cultura, arte e entretenimento. A iniciativa reconhece a importância histórica desses artistas na construção de espaços culturais e de sociabilidade LGBTQIAPN+ e amplia sua presença em um palco institucional.


Entre as atrações confirmadas para a noite estão Gloria Crystal, Cristiny Bastos, Nikita de Luxxe e Mona Vipère, reunindo diferentes gerações e trajetórias artísticas.


Escola Artística MUT Brasil amplia acesso gratuito à formação


Durante a final será apresentada oficialmente uma das novas frentes estratégicas da plataforma: a Escola Artística MUT Brasil. Em formato remoto e gratuito para a população LGBTQIAPN+, a iniciativa prevê palestras, mentorias, encontros e atividades de orientação em áreas como produção de moda, comunicação, oratória, autoconhecimento, desenvolvimento humano e artes cênicas. O objetivo é democratizar o acesso à experimentação e ao conhecimento para pessoas que desejam compreender e desenvolver suas habilidades e possibilidades profissionais, especialmente aquelas que encontram barreiras para acessar formação, redes de relacionamento e oportunidades na indústria criativa.


A proposta considera que a formação artística não envolve apenas técnica. Comunicação, disciplina, repertório, autoconhecimento, capacidade de relacionamento, desenvolvimento emocional e visão de carreira também fazem parte da construção de trajetórias profissionais sustentáveis.


Mostras Culturais dos Territórios: mapear para criar novas conexões


Essa visão esteve presente nas Mostras Culturais dos Territórios, realizadas durante a preparação para a edição 2026. O circuito passou por Porto Alegre, Viamão e Novo Hamburgo, aproximando artistas, coletivos, comunidades e manifestações culturais de espaços de apresentação, formação, convivência e diálogo.


Como resultado do circuito, 20 artistas e grupos culturais foram classificados para integrar o Banco de Talentos do MUT Brasil, criando uma conexão permanente entre os participantes e as futuras ações da plataforma. A partir desse mapeamento, os selecionados poderão ser contratados ou convidados para apresentações, eventos, produções audiovisuais, circuitos culturais e outras iniciativas, de acordo com a linguagem artística, o perfil e a proposta curatorial de cada projeto.


O objetivo é transformar o processo de seleção em uma política de continuidade, gerando oportunidades, visibilidade, reconhecimento, circulação e acesso a novos espaços, especialmente para talentos que muitas vezes permanecem fora dos circuitos tradicionais de produção e difusão cultural. Ao descentralizar esse acesso e aproximar diferentes territórios da cadeia criativa, o MUT Brasil pretende ampliar progressivamente as Mostras e iniciativas derivadas delas, utilizando também as narrativas, identidades e expressões culturais dos próprios territórios como ponto de partida para a criação de novos projetos, ações formativas e oportunidades de circulação artística.


As atividades aconteceram na Estado Maior da Restinga, em Porto Alegre; na Unidos de Vila Isabel, em Viamão; e na SECB Cruzeiro do Sul, em Novo Hamburgo. A proposta partiu da escuta como ferramenta para compreender demandas, reconhecer potencialidades e mapear talentos já existentes nos territórios. A partir das Mostras, artistas classificados passam a integrar o Banco de Talentos do MUT Brasil, podendo ser convocados para atividades, eventos, produções audiovisuais e projetos da plataforma de acordo com a proposta curatorial de cada iniciativa.


Os demais participantes permanecem cadastrados para futuras oportunidades, fortalecendo uma rede de conexão que pretende ultrapassar o calendário de uma única edição. O objetivo é estimular a continuidade: criar pontes, gerar circulação, conectar artistas a oportunidades e contribuir para que iniciativas existentes possam ganhar estrutura, visibilidade e novas possibilidades de desenvolvimento.


Cultura, pertencimento e economia criativa


As Mostras também reforçaram outro princípio do projeto: reconhecer a produção cultural que já existe nos territórios. Ao aproximar formação, articulação, comunicação e oportunidades de circulação, o MUT Brasil pretende contribuir para que artistas e agentes locais percebam caminhos para estruturar projetos, fortalecer coletivos, criar portfólios, formar novas lideranças e ampliar sua participação na economia criativa. A transmissão de saberes entre gerações, o reconhecimento das identidades culturais e a valorização da produção local tornam-se, nesse processo, instrumentos de preservação da memória, pertencimento e desenvolvimento.


O MUT Brasil entende que diversidade cultural e diversidade de gênero não precisam ocupar espaços separados. Elas podem coexistir dentro de uma plataforma que reconhece diferenças e cria pontos de encontro entre pessoas, territórios e linguagens.


De concurso de beleza a plataforma cultural


A transformação do MUT Brasil não significa abandonar sua origem. A coroa permanece como um símbolo central do projeto. O que se amplia é aquilo que passa a existir ao redor dela. O concurso torna-se uma das portas de entrada para um ecossistema no qual convivem formação, moda, audiovisual, produção cultural, desenvolvimento de lideranças, comunicação, memória, cidadania, arte, entretenimento e experiências de ocupação de espaços.


Essa estratégia cria continuidade antes, durante e depois da final nacional. A capacidade de comunicação e mobilização construída pelo Miss Universe Trans Brasil passa, assim, a ser utilizada também para projetar artistas, histórias, iniciativas culturais, comunidades e profissionais criativos.


Uma final construída para deixar legado


No dia 29 de setembro, o Teatro Unisinos será mais do que o endereço da escolha da Miss Universe Trans Brasil 2026. O palco reunirá candidatas de diferentes partes do país, moda, música, arte drag, performances, histórias de vida, homenagens, projetos e diferentes expressões culturais.


O Anuário MUT Brasil 2026 transformará trajetórias em memória editorial. A Escola Artística MUT Brasil abrirá uma nova frente de formação gratuita. A série documental levará para o audiovisual os bastidores, experiências e histórias das participantes.


As Mostras Culturais dos Territórios deixam como continuidade uma rede de talentos mapeados. As apresentações artísticas criam novas vitrines para diferentes expressões culturais. E as atividades formativas inserem cidadania, direitos humanos, liderança e desenvolvimento pessoal dentro da jornada das candidatas. São diferentes iniciativas conectadas por uma mesma ideia: a representatividade pode abrir uma porta, mas é o acesso a conhecimento, experiências, redes e oportunidades que ajuda a mantê-la aberta.


Ao chegar à final nacional de 2026, o MUT Brasil apresenta um modelo no qual beleza e entretenimento deixam de ser um fim em si mesmos e passam a funcionar como pontos de conexão para cultura, formação, audiovisual, economia criativa e desenvolvimento humano.


APOIO INSTITUCIONAL


O MUT Brasil 2026 conta com apoio institucional da Unisinos e da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.


SERVIÇO

O QUE: Final do Concurso Miss Universe Trans Brasil 2026

DATA: 29 de setembro

HORÁRIO: 19h

LOCAL: Teatro da Unisinos (Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 - Boa Vista, Porto Alegre).

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