Fotografia, representatividade e moda marcam novo editorial do Anuário MUT Brasil 2026
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As produções do Anuário MUT Brasil 2026 seguem em ritmo intenso e prometem revelar ao público muito mais do que editoriais de moda.

Uma das grandes novidades da edição deste ano será o lançamento da publicação durante a final nacional do MUT Brasil, que acontece em 29 de setembro, no Teatro Unisinos, em Porto Alegre. O anuário reunirá seis editoriais exclusivos, construídos a partir de narrativas de vida, identidade, arte e representatividade.
A proposta é valorizar talentos, trajetórias e profissionais que contribuem para fortalecer a diversidade na moda, na fotografia e na produção cultural. Entre as produções já realizadas está o editorial protagonizado pela Embaixadora New Generation Isabelle Stoll, fotografado por Caroline Garcia, fotógrafa trans gaúcha que assina o segundo editorial da publicação.

O ensaio também integrará a exposição oficial que será apresentada durante a grande final do MUT Brasil. Em entrevista exclusiva, Caroline Garcia compartilha sua experiência, fala sobre o processo criativo do editorial e reflete sobre a importância da representatividade nos bastidores da fotografia e da moda.

1. Carol, o que representou para você assinar o segundo editorial do Anuário do MUT Brasil 2026, uma publicação que será lançada durante a grande final do concurso? Foi uma honra enorme fazer parte desse projeto. Quando recebi o convite, senti muita gratidão e também uma grande responsabilidade. Assinar esse editorial significa ver meu trabalho alcançando lugares com os quais sempre sonhei, principalmente em um projeto que valoriza a diversidade, a inclusão e tantas histórias inspiradoras. É um momento muito especial na minha carreira.
2. Como foi o seu processo de construção visual para este editorial, desde a escolha da locação e dos ambientes até a criação da linguagem fotográfica que deu identidade às imagens? Eu gosto de pensar em cada ensaio como uma história. Desde o início, pensei em um editorial luxuoso, moderno e cheio de personalidade. A escolha da locação, da luz, dos enquadramentos e de cada detalhe foi feita para valorizar quem estava na frente da câmera. Eu queria transmitir a essência da modelo e capturar sua melhor versão. Minha intenção sempre foi criar imagens fortes, mas que também transmitissem verdade e emoção.
3. Esta produção reuniu profissionais trans em funções de destaque, incluindo a fotografia e a produção. Qual é a importância dessa representatividade nos bastidores da moda e da fotografia? Hoje temos aqui no Rio Grande do Sul um número expressivo de mulheres trans ocupando espaços antes inalcançáveis, e isso tem um significado muito grande para mim. Ver profissionais trans ocupando espaços de destaque mostra que o talento precisa falar mais alto do que qualquer preconceito. A representatividade também precisa acontecer nos bastidores, onde tudo é criado e pensado com carinho e profissionalismo. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa equipe tão talentosa.
4. Na sua visão, como iniciativas como o MUT Brasil contribuem para ampliar oportunidades, promover inclusão e fortalecer a visibilidade de talentos LGBTQIA+, especialmente de profissionais trans? O MUT Brasil mostra que a inclusão acontece quando existem oportunidades de verdade. Ele abre portas, dá visibilidade e faz com que muitos profissionais sejam reconhecidos pelo seu talento, conectando diferentes gerações. Acho isso muito importante, porque inspira outras pessoas a acreditarem que também podem conquistar seu espaço nessa jornada que conta lindas histórias reais.
5. Ao longo da sua trajetória como fotógrafa, quais mudanças você percebe no mercado em relação à inclusão e ao reconhecimento de profissionais trans na fotografia de moda? Percebo avanços importantes. Hoje existe uma abertura maior para discutir inclusão e diversidade, e vemos cada vez mais profissionais trans conquistando espaço. Ainda há desafios e muito caminho a percorrer, mas acredito que estamos vivendo uma mudança significativa. O reconhecimento vem quando existem oportunidades reais e quando o talento é valorizado acima de qualquer preconceito. Espero continuar contribuindo para essa evolução por meio do meu trabalho.
6. O que você espera que o público perceba ao conhecer este editorial no Anuário do MUT Brasil 2026 e qual mensagem gostaria de deixar para quem acompanha o seu trabalho? Espero que, quando as pessoas olharem esse editorial, consigam sentir tudo o que colocamos nele: dedicação, amor, respeito e propósito. Mais do que imagens, quero que elas enxerguem histórias, força e representatividade. E a quem acompanha meu trabalho, só posso dizer obrigada. Obrigada por acreditar em mim, por apoiar minha caminhada e por fazer parte de cada conquista. Vou continuar fotografando com o coração, porque é assim que acredito que as imagens realmente criam conexão com as pessoas.
CRÉDITOS: Modelo: Isabelle Stoll (Embaixadora New Generation MUT Brasil)
Fotografia: Caroline Garcia
Locação: Estúdio + Office
Beauty: Andressa Amorim (Studio Dani) e Caroline Garcia
Fonte: Assessoria de Imprensa






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