“Vício de Beleza” pode ser uma doença psiquiátrica

Dra Luciane Rosa Feksa*

Você, certamente, já ficou sabendo de alguém que não se cansa em buscar a beleza ideal e a satisfação plena com a aparência. Pode parecer um “vício de beleza” inofensivo, mas não é tão simples assim. Essa busca incansável pelo corpo perfeito pode ser a rejeição da própria imagem, escondendo, muitas vezes, uma doença psiquiátrica.



A dismorfofobia corporal é uma distorção da autoimagem, ou seja, a insatisfação com a própria imagem e a percepção equivocada mostrando uma imagem distorcida de si mesmo, e, olhar-se no espelho pode ser uma verdadeira “tortura”. Esse transtorno relacionado à preocupação excessiva com a própria aparência é reconhecido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. A autoimagem distorcida leva à busca incessante por mudanças, e com isso, essas pessoas tendem a procurar, assim, quantas vezes forem necessárias, soluções em cirurgias plásticas e tratamentos estéticos para mudar o que incomoda.


O assunto ainda é pouco debatido, principalmente em épocas de rede sociais onde a imagem é tudo. Embora nem todo mundo tenha noção disso, a dismorfofobia corporal tem “vítimas famosas”, como, por exemplo, o cantor Michael Jackson.



A causa do transtorno é desconhecida e é provável que existam múltiplos elementos que contribuam para que ocorra. A questão sociocultural, predisposição genética e busca incessante pela perfeição são alguns dos fatores envolvidos. Na teoria pode até parecer fácil, mas não é nada simples diagnosticar esse transtorno. Alguns sinais devem ser observados como: preocupação exagerada com a aparência, busca constante de alternativas para solucionar o problema de imagem e insatisfação em relação a procedimentos anteriores.


Essa preocupação exagerada e desproporcional com alguma característica física, que pode, até mesmo ser imaginária, mas a pessoa enxerga como grande defeito, pode causar mal-estar físico real e pode levar o indivíduo a ter atitudes de isolamento, causando prejuízos no convívio social ou profissional.




A busca desenfreada por procedimentos estéticos e cirurgias corretivas acaba, muitas vezes, colocando em risco a saúde geral do portador de dismorfofobia. “Há mulheres e homens que chegam a realizar muitas cirurgias plásticas”.



*Dr. Luciane Rosa Feksa é Pós-Doutora em Ciências Biológicas (UFRGS), Farmacêutica Esteta (NEPUGA) e Proprietária na Feksa Beauty Place e Dandara Black, cosméticos para pele negra.

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