TE LIGA, PRODUTOR! Tendências para o setor de eventos e os cuidados com a saúde mental

Atualizado: Jul 4

Por Lucas Eibs


Desde março deste ano estamos lidando com as turbulências causadas pelo Coronavírus, que surpreendeu e prejudicou o mundo inteiro. De um lado, temos os inegáveis riscos à saúde da população. Do outro, o enfrentamento à uma forte crise financeira.


No Brasil, o setor de eventos, que vive basicamente de encontros presenciais e grandes volumes de público, representa quase 5% do PIB nacional e se tornou um dos mais afetados nesse período de isolamento. Estima-se, inclusive, que quase 30 milhões de empregos diretos e indiretos tenham sido prejudicados. Com tudo isso, uma das perguntas que mais tenho escutado é: “Lucas, quando voltam os eventos?” E não há uma resposta certa para isso. As previsões mais otimistas estimam que em setembro deste ano teremos uma flexibilização com tentativas de retomada. Outros acreditam que isso só acontecerá em 2021. Vale lembrar que para acelerar o fim do isolamento, é necessário que todos façam sua parte, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos decretos públicos.


Fonte: https://brasilturis.com.br/abeoc-eventos-geral. Foto: Marcelo Casagrande

Diante desse cenário, empresas e profissionais do setor de eventos passaram a buscar alternativas de trabalho. Foi assim que os cinemas drive-in roubaram a cena, com clara referência aos anos 80, onde casais assistiam filmes ao ar livre, de dentro dos seus carros. Obviamente, com o avanço da tecnologia e respeitando as recomendações da OMS, diversos projetos foram adaptados para a realidade dos dias de hoje, apresentando atrações para toda a família e dando origem a vários outros eventos assistidos de dentro do carro.


Em Porto Alegre, o estacionamento da ADVB-RS virou palco para cinema, shows e eventos corporativos, em uma estrutura de 10 mil metros quadrados e uma tela de aproximadamente 150 metros quadrados. A iniciativa é das empresas de entretenimento Mezanino Produções, Voga, Lora e Gana, com o apoio da ADVB-RS.


Cine Drive-in no estacionamento da ADVB. Foto: Marco Favero

Já as redes sociais ganharam destaque e as transmissões ao vivo se tornaram mais frequentes, tanto no segmento de aprendizado, quanto no segmento do entretenimento, como as lives realizadas pelos artistas. Na prática, porém, os índices de audiência demonstraram uma queda no interesse por transmissões online.


Um estudo recente, intitulado “Deus me Lives: intoxicação na Quarentena” do podcast “Caos Corporativo” aponta que o excesso de informação tem estressado mais do que relaxado quem está em confinamento. Segundo a pesquisa, grande parte do público considera muitas lives sem propósito, e sem conteúdo agregador, com puro interesse comercial. As apresentações de músicos famosos, como Gusttavo Lima e Ludmilla, por exemplo, apresentaram significativa redução de público, comparando as edições de abril e maio.


Fonte: YouTube e assessoria dos artistas — Gráfico: G1

Conversei com a Psicóloga Camila Perez, da Unipampa, em Bagé/RS, que explicou que "essa sobrecarga de chamadas de vídeos, reuniões online e lives pode causar esgotamento mental". Ela salienta que "devido à pandemia, estão sendo ofertadas constantes atividades online, partindo do pressuposto de que, agora que muitos estão ficando em casa, estão disponíveis a todo instante, quando na verdade grande parte das pessoas já relata estar se sentindo sobrecarregada com o excesso de informação e com a cobrança por atenção integral"


E complenta ainda que:


“Precisamos aprender e aperfeiçoar nossa capacidade de olharmos para nós e reconhecermos em que medida nossa participação nesses espaços vai ser benéfica e em que medida não há necessidade de nossa presença. Estamos passando por um período atípico e difícil, por isso, nosso autocuidado deve ser encarado como prioridade. É fundamental intercalarmos o trabalho com momentos de descanso, lazer, atividade física, mesmo que realizados em casa. Que possamos também ter espaço para desacelerar, imaginar, sonhar e buscar estratégias criativas de conforto emocional".

Segundo dados do Sebrae, 30,1% dos empresários do setor de eventos estão aprimorando a gestão. 25,2% dos entrevistados estão fortalecendo o relacionamento com o mercado. 17,2% dos empresários investem em qualificação da equipe para esse novo momento, e 15,5% adotam o uso de novas tecnologias. Muitas empresas estão reposicionando sua marca, mudando a gama de serviços, buscando novos públicos e tentando uma reinvenção. E para que essa reinvenção seja possível, é preciso criatividade para avaliar o cenário, cuidados com a saúde mental e visão sistêmica para buscar alternativas e realizar projetos diferentes.


Até mesmo os eventos sociais como casamentos, aniversários e formaturas estão estudando novos formatos, apostando em estratégias digitais, eventos intimistas, carreatas, etc. Seja como for esse futuro, precisamos ter consciência de que as coisas estão mudando e mesmo quando o vírus for embora (e torcemos para que vá logo), o futuro do setor de eventos também será diferente. Parafraseando Lulu Santos, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, mas também não podemos esquecer que “tudo passa, tudo sempre passará”.


Fonte: https://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-o-impacto-da-pandemia-no-setor-de-eventos,424ba538c1be1710VgnVCM1000004c00210aRCRD


Para falar com a Psicóloga Camila Perez, envie um e-mail para camilacperez@gmail.com


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*Lucas Eibs - Gestor de eventos e especialista em experiências personalizadas












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