Rock in Rio - Bastidores, propósito e experiência

Por Lucas Eibs


O Rock in Rio nasceu em 1985, quando o Brasil passava por sérias transformações após um longo período sob ditadura militar. Foi em meio a esse cenário da volta da democracia que o festival nasceu, sob a brilhante gestão de Roberto Medina, sendo a primeira vez que um país da América do Sul sediou um evento desse tipo, com 15 atrações nacionais e 16 internacionais.


Entre os artistas que já passaram pelos palcos do Rock in Rio, estão: Queen, Guns n’ Roses, Paul McCartney, Rod Stewart, Shakira, Metallica, Bob Dylan, Rihanna, Coldplay e vários outros artistas do mundo todo. Já a edição de 2019 relembrou toda sua história e comemorou 34 anos de vida ao som de Bon Jovi, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Iron Maiden, P!nk, Imagine Dragons, Anitta, Alok, Scorpions, Black Eyed Peas, Panic! At The Disco, Goo Goo Dolls e várias outras atrações, que ao longo de 7 dias resultaram em 670 shows e mais de 300 horas de música.


Foo Fighters (Foto: Marcelo Brandt – G1)

Hoje o Rock in Rio é um dos maiores festivais do mundo e deixou de ser considerado apenas um evento musical, passando para o patamar de festival de entretenimento e intitulando-se como uma experiência de transformação. Entre as principais bases do evento, estão: entretenimento, felicidade, sustentabilidade, diversidade e inovação. A direção do Rock in Rio entende que a força da marca traz grandes responsabilidades e através de suas práticas e seu alcance, busca junto à população a construção de um mundo melhor.


Os resultados dessas ações são superpositivos e atendem com excelência ao tripé da sustentabilidade (pilares econômico, social e ambiental):


· Mais de 97 milhões de reais investidos em projetos socioambientais

· Mais de 56 mil pessoas beneficiadas anualmente

· Mais de 200 entidades beneficiadas a cada ano

· Mais de 1 bilhão de reais de impacto econômico positivo

· 30 mil posições de trabalho a cada edição do evento

· Público médio de 120 mil pessoas por dia

· Cerca de 400 mil turistas na cidade do Rio

· Zero emissão de gás carbônico

· Mais de 1 milhão de árvores plantadas

· Atendimento especializado para portadores de necessidades especiais

· Eficiência energética

· Reaproveitamento de materiais

· Incentivo à economia criativa e à cultura brasileira

· Apoio à diversidade racial, cultural e sexual

· Resolução de questões comunitárias


Quando entendemos a essência de um projeto, ele se torna uma experiência. E foi assim que nasceu a ideia do Rock in Rio Academy. Um bate papo presencial com quem faz o Rock in Rio acontecer. Estive no Rio de Janeiro para participar desse live case e pude conversar com os mestres do entretenimento: os heads Roberto e Roberta Medina, o produtor artístico Zé Ricardo, a produtora de palco e camarins Ingrid Berger, o brilhante CEO Luis Justo e outros grandes nomes. Em resumo, esse live case funcionou como uma série de palestras que debatiam os propósitos do Rock in Rio, além de uma visita exclusiva aos bastidores da Cidade do Rock.


Rock in Rio Academy by HSM https://rockinrioacademy.com.br/

Zé Ricardo aposta na inovação, na quebra de paradigmas e na promoção da diversidade: “Pense no que você está fazendo para transformar a vida das pessoas através do seu produto. Ninguém cria nada de disruptivo de uma maneira covarde, sem arriscar”, afirmou.


Luis Justo parafraseou Mark Twain, nos fazendo refletir sobre o que somos e onde queremos chegar: “Os dois dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasce e o dia em que descobre o porquê” e nos faz enxergar que o “sonhar” está diretamente relacionado com o “fazer acontecer”. Ainda sobre a fala de Justo: “A cada ano estamos investindo em novos conteúdos e a complementaridade dos atrativos é o que faz com que tantas pessoas estejam unidas aqui na Cidade do Rock. Crescemos, viramos um parque cheio de atrações para idades diferentes e gostos dos mais variados, das arenas, dos brinquedos, palcos e tudo mais. O artista tem o lugar dele garantido, mas o que buscamos sempre é surpreender o público.”


Rock in Rio 2019 (pista e palco mundo) – Arquivo pessoal

Entre essas novidades da edição de 2019 estão o palco New Dance Order, que foi considerado um dos palcos mais bonitos e tecnológicos da história, com foco em música eletrônica; o Espaço Favela que revelou talentos das comunidades cariocas, nos mais diferentes estilos musicais; a Game XP que já é conhecida por ser um evento independente mas que em 2019 fez parte do Rock in Rio, com games e jogos de realidade virtual; e a Nave, que em parceria com a Natura materializou com projeções e sensações o discurso de que para construir o futuro é preciso mudar o presente. Já a roda gigante e a tirolesa ganharam companhia, pois este ano o público também pode se aventurar pela montanha russa e pelo megradrop (queda livre).


Pink (Foto: Alexandre Durão – G1)

Sobre marcas, pode-se dizer que elas foram essenciais para o sucesso da edição de 2019. As patrocinadoras Itaú, Heineken, Natura, Posto Ipiranga, Coca-Cola, Doritos e Ford deram show de criatividade em suas ativações, com distribuição de brindes, assinaturas de palcos e espaços, lounges de convivência e ações de interação com o público. Além das patrocinadoras, outras marcas deram as caras em 2019, como Facebook, Tinder, Oi, O Globo, Olla, Sony, Estácio, Movida, Chilli Beans, Colgate, Cinemark, Sky, Trident, Prudential, Seara e Cup Noodles.


As principais curiosidades e os principais aprendizados que levo dessa experiência podem ser – dificilmente – resumidos em alguns tópicos:


· O Rock in Rio é um modelo de negócio centrado na experiência

· Essa experiência precisa explorar os 5 sentidos e envolver pessoas

· O propósito de um evento precisa ser claro e objetivo

· Liderança e propósito norteiam o sucesso de qualquer negócio

· Equipes de alta performance constroem o presente e o futuro

· As pessoas precisam se identificar com o projeto para se envolverem

· As pessoas querem ter autonomia para consumir

· A inspiração vem do conhecimento e das vivências

· Correr riscos faz parte do negócio

· O objetivo do RiR não é apenas fazer música, mas fazer as pessoas felizes

· O evento busca provocar diferentes sensações nas pessoas

· Storytelling é essencial para contar uma história real

· Parcerias entre marcas precisam ser sinônimo de “fazer junto”


Ao todo, passei uma semana imerso no universo Rock in Rio, conhecendo os bastidores, pisando no Palco Mundo, participando do festival e me conectando aos propósitos do evento. Sem dúvidas, essa foi uma das experiências mais incríveis que já vivi. Eu que já era fã da marca, agora me sinto parte dessa história. Rock in Rio é inclusão, cultura, diversidade, diversão e transformação.


Vida longa ao Rock in Rio! #RiR #RockInRio #TodxsPorUmMundoMelhor #BusqueAsDiferenças


Quer conferir como foi a edição 2019? O G1 separou as 100 melhores fotos da cobertura do evento, pelo olhar dos talentosos Marcelo Brandt, Alexandre Durão e Marcos Serra Lima. https://g1.globo.com/pop-arte/musica/rock-in-rio/2019/noticia/2019/10/12/as-100-melhores-fotos-do-g1-no-rock-in-rio-2019.ghtml



Autor: Lucas Eibs

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